Psiquiatra ou psicólogo? Saiba quando consultar cada um!

Por: Allyson Pains
26 de julho de 2023
26 de julho de 2023

Psiquiatra ou psicólogo? Saiba quando consultar cada um!

26 de julho de 2023
psiquiatra. saúde corporativa. salú

De acordo com um dado divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022, 1 bilhão de pessoas vivem com algum transtorno mental. 

Inevitavelmente, essa é uma realidade que afeta também o ambiente corporativo. Nos últimos anos, gestores de recursos humanos têm investido cada vez mais esforços na criação de programas voltados para a saúde mental dos colaboradores. 

Nesse sentido, o psiquiatra é um médico fundamental para o sucesso da implementação de programas de saúde mental. 

Continue com a gente para saber mais sobre o psiquiatra, do que trata, como é uma consulta com esse profissional e quando é o melhor momento de procurá-lo. 

Boa leitura! 

O que é psiquiatra? 

O psiquiatra é o médico dedicado à saúde mental, sendo responsável pela prevenção, tratamento e diagnóstico de transtornos mentais, dos mais leves aos mais graves. 

Qual a diferença entre psiquiatra e psicólogo? 

Muitas pessoas confundem os dois termos, mas a verdade é que há diferença entre psiquiatra e psicólogo: enquanto o psicólogo realiza uma graduação em Psicologia, que dura cinco anos, o psiquiatra passa pela graduação em Medicina, com a duração de seis anos, e uma residência em Psiquiatria, que dura até três anos. 

Os especialistas em psiquiatria adotam uma abordagem biomédica, levando em conta os aspectos neuroquímicos e biológicos mentais, enquanto os psicólogos geralmente trabalham com intervenções psicoterapêuticas. 

O psicólogo pode realizar diagnóstico e tratamento (através da psicoterapia), porém, o psiquiatra é o único profissional de saúde mental que está apto a prescrever medicamentos. 

Quais doenças são tratadas pelo psiquiatra? 

Como mencionamos, especialistas em psiquiatria tratam de transtornos mentais, também conhecidos como doenças psiquiátricas, que são definidas como condições que afetam o funcionamento mental, emocional e comportamental de uma pessoa. 

Essas doenças envolvem alterações no pensamento, no humor, no comportamento e nas emoções, podendo causar um grande sofrimento e diversos prejuízos à vida do indivíduo afetado. 

Entre as doenças psiquiátricas mais comuns, estão: 

  • Depressão; 
  • Ansiedade (que engloba vários transtornos, como a Síndrome de Burnout); 
  • Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH); 
  • Transtorno bipolar; 
  • Transtorno de personalidade borderline; 
  • Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC); 
  • Esquizofrenia; 
  • Transtornos alimentares. 

Psiquiatras podem realizar exames? 

Os exames não necessariamente são realizados na clínica psiquiátrica, embora o psiquiatra possa realizar exames físicos para auxiliá-lo a entender o problema. Ele também pode solicitar exames laboratoriais de sangue e de imagem. 

Esses exames podem descartar algumas condições médicas, uma vez que problemas como os de ordem neurológica ou distúrbios da tireoide podem ter sintomas similares aos de doenças psiquiátricas, e também monitorar o tratamento, especialmente quando os transtornos estão associados a alterações bioquímicas ou hormonais.  

Quando procurar um psiquiatra?

Quando dificuldades de ordem emocional passarem a afetar a rotina da pessoa, é ideal procurar um psiquiatra. Alguns dos sinais que podem indicar o momento de procurar um psiquiatra são: 

  • Mudanças de humor desproporcionais e constantes; 
  • Insônia ou outras questões ligadas ao sono; 
  • Dificuldade para se libertar de algum vício; 
  • Falta de concentração ou problemas com a memória; 
  • Alterações no apetite; 
  • Pensamentos depreciativos ou suicidas. 

Existem vários tabus relacionados à saúde mental, que incluem a máxima “psiquiatra é coisa de louco”. Vale ressaltar, no entanto, que é perfeitamente normal contar com auxílio médico para a saúde mental. 

Da mesma forma que se procura um dermatologista diante de problemas com a pele, ou o oftalmologista ao enfrentar problemas com a visão ou até mesmo o otorrinolaringologista quando há alguma infecção na garganta, por exemplo, não se deve hesitar em procurar um psiquiatra mediante qualquer sintoma mencionado. 

Como é a consulta com psiquiatra? 

A consulta com psiquiatra geralmente começa com o profissional fazendo perguntas a respeito do histórico médico e psiquiátrico do paciente, bem como sobre os sintomas atuais, dando oportunidade ao paciente de explicar suas preocupações, sentimentos e comportamentos que o levaram até ali. 

Assim, o psiquiatra irá avaliar aspectos como o humor, o pensamento, o comportamento e a cognição. Em alguns casos, testes podem ser aplicados para ajudar o profissional a ter uma melhor compreensão do caso. 

Após a avaliação, é realizado o diagnóstico, que direciona para o tratamento adequado. Assim, o psiquiatra discutirá com o paciente as opções de tratamento disponíveis, como medicação psiquiátrica, psicoterapia ou uma combinação de abordagens. 

Se necessário, o psiquiatra irá prescrever medicamentos, explicando como tomá-los, quais os possíveis efeitos colaterais e a importância de seguir o tratamento conforme prescrito. 

Qual a importância do psiquiatra na saúde corporativa? 

O psiquiatra é essencial para a saúde corporativa, afinal, as questões ligadas à saúde mental têm um impacto significativo no bem-estar dos colaboradores e no desempenho geral das empresas. 

Primeiramente, o burnout faz parte do escopo de atuação do psiquiatra, o que significa que é esse médico que atua diretamente com o esgotamento profissional. Ele pode, além de tratar esse e outros transtornos mentais, identificar precocemente os sinais e intervir de forma adequada antes que essa questão se agrave e prejudique o trabalho.

O acesso a cuidados de saúde mental, como aqueles oferecidos por um psiquiatra, contribui para a construção de uma cultura organizacional saudável, reduzindo o absenteísmo e o presenteísmo no trabalho e resultando na melhora da produtividade. 

Além disso, o psiquiatra pode ser fundamental para a conscientização dentro do ambiente laboral, oferecendo palestras e treinamentos sobre como lidar com o estresse e outras questões emocionais. 

O calendário colorido da saúde é um possível aliado nesse sentido: o Setembro Amarelo tem uma das campanhas de saúde mais difundidas de forma ampla, sendo o mês da prevenção ao suicídio, em que a empresa pode promover ações para combater o estigma da saúde mental de forma geral. 

A Semana Interna de Prevenção a Acidentes de Trabalho (SIPAT) também possibilita um espaço em que psiquiatras podem conversar e esclarecer eventuais dúvidas dos colaboradores. 

Integração saúde ocupacional e assistencial

Todos os colaboradores que possuem vínculo empregatício precisam passar pelos exames ocupacionais periódicos. Além desses, há também os exames admissional, demissional, de mudança de função e retorno ao trabalho.

Em todos os casos, a anamnese ocupacional coleta dados de saúde que ajudam a registrar um retrato do estado de saúde da população de colaboradores em um determinado momento.

E você pode se perguntar: por que isso é valioso? 

A resposta é que ter um panorama com dados de saúde populacionais facilita a intervenção assertiva e direcionada para as questões mais urgentes da empresa, incluindo os quadros clínicos de saúde mental. 

Na prática, com a integração de dados, o RH consegue saber o percentual da base de colaboradores que possui um quadro clínico de saúde mental. Com isso, é possível aferir a frequência de consulta ao psiquiatra, bem como a projeção de uso do plano de saúde.

Além disso, ter dados de saúde estruturados é uma carta na manga para evitar reajustes abusivos no plano de saúde, como o aumento desproporcional da sinistralidade. 

Assim, além de cuidar melhor das pessoas, o RH também consegue otimizar custos não só pela consulta aos especialistas, mas também com a realização de exames clínicos.

Um exemplo de implementação de programa a partir de dados ocupacionais aconteceu na Gupy, cliente e parceira da Salú. Confira abaixo o depoimento da Carol:

A Salú te ajuda a cuidar da saúde mental dos seus colaboradores! 

Com a tecnologia e o time de especialistas que a Salú oferece, sobra mais tempo para o RH investir em ações de cuidado à saúde mental e questões emocionais, cognitivas e comportamentais do colaborador. 

Quer saber como? Entre em contato conosco! 

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